Emily abriu os olhos uma manhã e se sentiu grata. Morava em uma bela casa em estilo vitoriano, decorada com cores quentes e aconchegantes. Tinha uma gata que, ao contrário do que ouvimos sobre felinos, era calorosa e companheira. Morava na deliciosa Bath, cidadezinha de pouco mais de 10 mil habitantes na costa do Maine. Era dona da livraria localizada na praça principal da cidade e amava seu trabalho, então não era um pesadelo sair de casa de manhã, nem no inverno. Vivia uma vida boa. Se alimentava bem, fazia exercícios físicos e visitava seu médico, o velho Dr. McCallum, todos os anos para um check-up. Morava sozinha mas não se sentia solitária. Os moradores de Bath cuidavam uns dos outros. Não da forma enxerida que acontecia em outras cidades, não, de jeito nenhum. Todos respeitavam a privacidade uns dos outros, mas estavam sempre ali quando vc precisava de alguma coisa, fosse uma xícara de açúcar ou um abraço e um tapinha nas costas.

Sorrindo com a constatação de que tinha uma vida quase perfeita, Emily se levantou e foi para o chuveiro. Quase. Todos ser humano é quase feliz, se sente quase amado, acha que é quase rico. Nunca estamos totalmente satisfeitos. E com Emily não era diferente. Mais dinheiro? Seu pai era dono de uma construtora em Seattle, se precisasse algum dia de dinheiro era só ligar para ele. Os pais não eram apaixonados pela idéia de sua filha caçula morar no Maine, a cerca de 46 horas de distância de carro (o pai de Emily, Martin, tinha medo de avião), mas a apoiavam. De acordo com Helen, a mãe de Emily, ela era um pequeno gênio. Então, tudo que ela fizesse daria certo. Até pegar seu diploma de História da Arte conquistado em Yale e pendurá-lo em uma livrariazinha charmosa e aconchegante em Bath. Mais amor? Emily tinha dois irmãos, Paul e Daniel, e duas irmãs, Katherine e Michelle, seus pais, seus avós maternos, sua avó paterna, primos, tios, amigos… era todo o amor de que ela precisava, certo?

Depois do ritual banho-café da manhã-alimentar Donatella Emily pegou suas chaves e sua bolsa e seguiu rua abaixo até sua livraria. Ela adorava o fato de não precisar de um carro para ir trabalhar. Podia caminhar, sentir o sol no rosto, comprimentar as pessoas, pegar um bagel fresquinho para comer na livraria mais tarde. Podia apreciar a bela arquitetura de Bath. Podia enfim viver. Em Bath Emily era especial, era amada e respeitada. Em Bath ela era tudo o que poderia ser. Bem diferente dos tempos da universidade, onde tinha que provar ser a melhor, a mais promissora, a que ganharia mais dinheiro. Esse era o peso de ser uma Carter-Forbes. Tinha que estar à frente de tudo. E Emily só queria ser… Emily. A doce, sensível, educada e não-interessada-em-ser-uma-CEO Emily. O negócio da família já estava sendo muito bem cuidado por Paul, Katherine e Michelle. Ela e o irmão Daniel podiam ser os sonhadores, podiam ler e pintar, e seus pais os encorajavam a serem assim. Pena que as outras pessoas não pensavam o mesmo.

Emily perdera a conta de quantas vezes ouvira no ensino médio e na universidade que deveria fazer administração ou algo do tipo e assumir o império de construção da família. Geralmente ela sorria e dizia algo como “eu penso em fazer isso um dia” ou “seria ótimo, não?” quando na verdade queria dizer algo como “meta-se com a sua vida”. Mas Emily nunca teve coragem suficiente para dizer isso. Não até o final da universidade. Não até Justin a forçar a ser corajosa.

Você podem pensar que Justin era um rebelde sem causa, que vivia a vida do seu jeito, não ligando para o que os outros pensavam dele. Ele seria lindo, loiro e usaria um corte de cabelo incomum. E seria o namorado que todo pai ama odiar, levando Emily para festas regadas à cocaína e metanfetamina. Justin era o melhor amigo de Emily no colegial e em Yale. Era bonito sim, mas não uma beleza impactante. Era doce e paciente, inteligente e concentrado. Tímido, sempre foi o alvo principal de todos os valentões. Era sempre rejeitado pelas garotas de quem gostava. Sensível, Justin queria ser escritor. Sua família não apoiava sua decisão e ele acabou fazendo Administração. No ano de sua formatura Justin se matou em seu dormitório e deixou uma carta para Emily. Uma carta que ela guardava na carteira e relia quase todos os dias.

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Jennifer consultou o relógio. Mais 14 minutos e completaria os 40 minutos de corrida do dia. Estava ficando boa nisso, pensava até em correr a próxima maratona de New York. Aumentando o volume do Ipod e se concentrando no refrão de “Bad Things”, tema de abertura de sua série preferida, ela disparou rua abaixo. Seus planos para o final daquele dia passavam por sua mente. A antecipação a fez sorrir.

Kyle tomou um gole de sua xícara de café e pensou no que diria ao seu chefe quando chegasse atrasado pela terceira vez naquela semana. Enxaqueca? Não, já usara essa desculpa na segunda feira. Morte da avó? Ele não estava mais no ensino médio. Talvez devesse dizer a verdade. Talvez devesse dizer que aquele emprego não era o que queria para o resto da vida, portanto não se sentia motivado a aparecer. Mas precisava aguentar mais um tempo. Não queria que nada desse errado.

Elizabeth Marie Cooper tentou se concentrar no teste à sua frente. Suas mãos tranpiravam e ela mal conseguia segurar o lápis. Droga de vida. Droga de curso. Droga de universidade. Sua vida até ali não tinha sido escolha sua. Não queria entrar para a faculdade de direito. Muito menos queria  estar sentada ali, agora, fazendo aquele teste idiota de História. Tudo o que queria era estar lá fora, fazendo o que fazia de melhor. Ela engoliu discretamente um Vicodin e tentou se concentrar. “Só mais algumas horas, Liz”, disse para si mesma, “e você poderá fazer aquilo de novo”.

Theo consultou mais uma vez o GPS do carro. A essa altura já deveria ter chegado à casa. Mas tudo que via diante de si era uma estrada sinuosa margeada por árvores, incrivelmente desolada e silenciosa. Theo não gostava de lugares desertos. Gostava de música alta e pessoas ao redor. Maldita hora em que ouvira o conselho de Patrick de que para um escritor o isolamento era fundamental. Não via a hora de voltar para casa. Mas não podia desistir assim. Patrick o chamaria de covarde. E Theo detestava ser chamado de covarde. Detestava que as pessoas fizessem pouco dele, como sempre faziam. Um dia ele mostraria à Patrick e aos demais que ele era especial.

Marisa olhou preguiçosamente para a piscina. Seu celular vibrou com uma nova mensagem de texto. Mais uma vez Ben pedia para ela atender o telefone. Marisa decidiu dar um mergulho enquanto pensava no que dizer para que ele parasse com aquilo. Ela tinha planos para aquela noite. E nenhum deles envolvia Ben e suas desculpas. A adrenalina corria por suas veias enquanto ela pensava no que aconteceria mais tarde. Já tinha fantasiado sobre isso milheres de vezes, mas só na semana passada tinha tomado coragem e se deixado ir um passo além.

Ethan colocou suas ferramentas e uma mochila com roupas na parte de trás da caminhonete e se preparou para sair. Tinha um trabalho novo essa semana, a restauração de uma antiga casa de fazenda nos arredores da cidade. Dessa vez trabalharia sozinho. Nada de empregados gritando e fazendo seu canteiro de obras parecer um parque de diversão. Gostava do silêncio das propriedades à beira da floresta e queria aproveitar as próximas semanas para se isolar um pouco. Só assim conseguiria planejar como terminar o que havia começado.

Serial killers são pessoas aparentemente normais. Tem empregos, famílias, fazem exercícios, alimentam o gato, assistem à TV e usam a internet. Normalmente aquele seu vizinho que anda de roupão o dia todo e grita que alienígenas colocaram um chip no rabo dele não é um serial killer. Maluco, com toda certeza. Assassino? Não. O verdadeiro assassino não é muito diferente de mim e de você. Talvez ele seja mais paciente. Talvez, e só talvez, ele seja um pouco mais esperto. Mas isso não quer dizer que você também não possa matar. Que não consiga esquartejar um corpo, embrulhar as partes em um plástico resistente e carregar com você até o rio mais próximo.

Evelyn Montgomery saiu de casa naquela noite sem imaginar que três horas mais tarde seria jogada em uma van, amordaçada, teria seus braços amarrados atrás das costas, seria drogada, levada até um porão em algum lugar da cidade e jogada no chão de concreto. Passaria a noite apagada e quando acordasse de manhã estaria amarrada em uma cadeira, totalmente no escuro. Gritaria por horas e ninguém ouviria. Horas depois alguém que ela conhecia muito bem entraria no porão. Ela se sentiria grata e aliviada, achando que seria resgatada. Então ela veria a faca. Sua boca seria tapada com fita prateada e seu pior pesadelo começaria. Pequenos cortes seriam feitos em seus braços, pescoço, pernas e barriga. O sangue escorreria lentamente. Todos os ferimentos seriam feitos não para matar, mas para causar dor. Depois de algumas horas ela seria novamente largada sozinha no escuro. E então ouviria um barulho. Um guincho. Depois outro, e mais outro. Então se lembraria de sua mãe dizendo uma manhã, enquanto Evelyn comia seu cereal: “Maldito porão. Está cheio de ratos mais uma vez”.

 

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Ela correu pela porta lateral, alcançando o gramado. Seus pés descalços tocavam a grama fria e úmida, mas Melanie não se importava com a sensação de dormência que sentia a cada passada desesperada. O que importava era escapar. Fugir. Deixar para trás os terríveis segredos que tinha ouvido quando se aproximava do escritório de James. Uma aposta. Ela era uma maldita aposta. Lágrimas escorriam pelo seu rosto, lágrimas quentes e salgadas que ela fazia questão de esconder. Correu o quanto pôde antes de ouvir os gritos de James. Ele chamava por ela. Melanie não se arriscou à olhar para trás. Fazendo uma curva na lateral esquerda da casa ela deu de cara com o celeiro. Sua grande estrutura sombria parecia um refúgio seguro. Talvez James achasse que ela correra para o portão principal da propriedade.

Com cuidado ela experimentou a grande porta. Estava destrancada. Melanie soltou um suspiro de alívio e se lançou para dentro do celeiro, fechando a porta atrás de si e desabando em um monte de feno molhado que se encontrava na parede dos fundos. Como pôde ter sido tão idiota! Como pôde pensar que um homem como James, lindo de morrer, inteligente, divertido e ainda por cima podre de rico, poderia querer algo sério com uma mulher como ela? Ingênua, tola, simplória até. Com seus cabelos e olhos castanhos e comuns, seu sorriso torto, suas roupas sem glamour… Claro que ela era uma piada, um joguete. Se deixara encantar por James, por seus modos delicados, por suas doces palavras… E agora que descobrira a verdade sentia seu coração se partir em mil pedaços dentro de seu peito.

O celeiro estava escuro, úmido, mas estava mais quente ali do que do lado de fora. Melanie saíra da casa correndo, descalça, sem um casaco adequado para protegê-la do final de novembro. Estava tão cansada, tão derrotada, que tudo que queria era se deitar ali e não levantar mais. Nunca mais. Sentia uma dor além das lágrimas, dos gritos que queria dar, uma dor maior que a própria morte. Uma dor que misturava raiva, decepção, desespero, incredulidade, amor, exasperação, uma dor que nunca havia sentido antes. Entregara seu coração pela primeira vez e era isso que acontecia.

A porta se abriu com um estalido seco, alto, e ele apareceu. James. Melanie percebeu que a chuva tinha recomeçado do lado de fora. A luz da lua o iluminava por trás, e tudo que Melanie podia ver era que ele estava molhado.

“Melanie, me escute…” ele começou. Num súbito ataque de raiva Melanie se levantou e se jogou em cima dele, berrando todos os insultos que conhecia. Quem ele pensava que era pra fazer aquilo com ela? Como ele podia usar os sentimentos dela dessa forma cruel? James a amparou com seu corpo forte e musculoso, mas não disse nada. Deixou que ela gritasse, que o esmurrasse no peito, na barriga, deixou até que ela o estapeasse o rosto. Deixou que toda a raiva se esvaísse dela e não sobrasse nada além de um pranto alto e pungente. James caiu de joelhos no chão quando os joelhos de Melanie cederam. Ela se aninhou no peito dele, não sabia se por amor, hábito ou simplesmente por ele estar ali, segurando-a em seus braços. Em meio à mistura de sentimentos que experimentava ela sentiu algo quente em sua testa e percebeu que ele também estava chorando. Melanie ergueu seus olhos e encarou James. E então ela viu. Refletida nos olhos dele estava sua própria dor, seu próprio desespero, seu desalento.

“Eu amo você”, repetiu ele uma, duas, três vezes. “Me perdoe pela aposta, por ser um imbecil, um canalha, mas acredite, eu amo você. Eu me apaixonei, como você se apaixonou”, disse ele, os olhos brilhando de lágrimas.

Melanie deslizou o polegar pelos lábios quentes e cheios dele, enxugou suas lágrimas e acariciou seu rosto. Como era fácil amá-lo e querer protegê-lo. Por mais que o odiasse nesse momento, ela não conseguia deixar de confortá-lo. Vê-lo sofrer fazia com que ela sofresse ainda mais. Aos poucos James parou de chorar. Seu olhar encontrou o de Melanie e ele soube imediantamente o que deveria fazer. Puxando-a para si ele a beijou. Um beijo intenso, cheio de paixão, de urgência. As mãos dele deslizaram pelos cabelos dela, chegando ao pescoço. Melanie se agarrou à ela, puxando-o pela camisa. A camisa dele estava encharcada, colada ao corpo, e tinha aquele cheiro absolutamente apaixonante. Cheiro de couro, de vida ao ar livre, cheiro de James. Ele acariciava os ombros dela e aos poucos começou a abrir sua blusa. Melanie gemeu quando sentiu as mãos fortes de James descendo por seus seios. Desesperada pela pele dele, ansiando por sentir o calor que vinha dele, ela puxou a camisa dele, arrancando os botões e puxando-a bruscamente para trás. Ele fez o mesmo com a blusa e o sutiã dela.

“Tão linda”, murmurava James enquanto beijava o rosto, o pescoço e os ombros de Melanie. “Minha, tão minha”, continuava ele, sem desgrudar a boca dela. Melanie se deliciava com os lábios dele em sua pele, com suas mãos grandes e fortes. Ela sentia que tudo dentro dela se quebrava e se colava de novo a cada toque dele. Ela deslizou as mãos pelo peito liso dele e ousadamente abriu seus jeans, sentindo o quanto ele estava quente e duro. James gemeu alto quando ela o tocou. Sua boca deslizou para os seios de Melanie, quente, macia, e envolveu um dos mamilos dela. Delicadamente ele chupou um, depois o outro, enquanto suas mãos abriam as calças dela de forma lenta e deliberada. De repente ele a empurrou para trás, deitando sobre ela no chão úmido do celeiro. Deslizando os dedos para dentro dela ele percebeu o quanto ela o queria. “Você é minha”, dizia ele, “só minha”, enfatizou, aumentando o ritmo dos dedos. Melanie arranhava as costas dele enquanto o beijava e se deliciava com a sensação dos dedos a penetrando, fazendo com que ela sentisse o orgasmo se aproximando. James percebeu que ela se aproximava do clímax e acelerou os dedos, deixando que ela se derramasse em sua mão. Gemendo, Melanie o puxou para dentro dela. Queria-o com força, com vontade. Não conseguia viver sem ele. Ele a penetrou com força. Melanie gritou, arqueando o corpo de encontro ao dele. James investia contra ela num ritmo frenético, entrando e saindo, entrando e saindo com força, até explodir num espasmo enquanto gritava o nome dela. Melanie gozou de novo junto com ele, gritando seu nome, puxando-o para ainda mais dentro dela. Os dois se deixaram ficar deitados, exaustos física e emocionalmente. Nenhum dos dois tinha coragem de se mexer, de se levantar. O segundo seguinte pesava entre eles, ameaçador. Tudo podia acontecer.

OBS: Escrito em 32 minutos, ao som de Girl Gone Wild, da Madonna, This is what makes us girls, da Lana Del Rey e Give your heart a break, da Demi Lovato, todas belas no repeat. =)

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Oi, meu nome é Laura e eu sou uma compradora compulsiva de livros. Pronto, falei. Tenho TOC, sou obsessiva e tenho compulsão por compras. As capas me chamam, as sinopses me atraem, e quando vejo já estou com uma sacola em uma mão e um recibo de cartão de crédito na outra. É mais forte do que eu.

O resultado disso é o que aparece na foto: livros empilhados, prateleiras cheias e oh sim, umas duas caixinhas de remédio aqui e ali. (O problema comigo é que eu também sou hipocondríaca)

Falta de espaço, de organização e um montão de livros pra ler me deixam louca tem dia. Preciso de uma estante maior. Ou de uma biblioteca. Não, não preciso parar de comprar livros. 

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“Todo mundo tem um segredo que, se revelado, pode mudar a vida por completo. As adolescentes Spencer, Aria, Emily, e Hanna sempre souberam disso, mesmo antes da melhor amiga delas, Alison, desaparecer misteriosamente. Há detalhes seus que só foram contados a Alison e elas têm muito medo que alguém mais o descubra.

Hoje, três anos depois do sumiço de Alison, continuam mentindo e escondendo pedaços de suas vidas. Spencer está a fim do namorado da própria irmã. Aria tem um caso com o novo professor da escola. Emily está apaixonada por uma menina que acabou de entrar na escola. Hannah é magra e bonita, mas faz coisas absurdas para ser assim.

Elas se achavam seguras, mas mensagens de texto e e-mail de alguém que assina apenas “A” as deixaram de sobreaviso.”

A série Pretty Little Liars, da ótima autora Sara Shepard, é minha mais nova obsessão. Eu tenho TOC e vivo de pequenas obsessões, nunca neguei, hahahahahaha. Já tinha ouvido falar da série de livros mas não dava muita bola. Apesar de amar coisas coloridinhas e brilhantes (sou contraditória por natureza) algo nas capas me empurrava pra longe dos livros da série. Meio que sentia que seria uma leitura um pouco chatinha e cheia de adolescentismos (sim, tenho meus preconceitos também). 

Quando os livros deram origem à incrível, perfeita, idolatrada, salva!, salve! série de TV Pretty Little Liars resolvi assistir um dos episódios para ver se tinha uma pegada boa. Gente, parei tudo na minha vida. Em dois dias baixei a 1ª e a 2ª temporadas e devorei a série. Tive até crise de abstinência antes do começo da 3ª temporada, hahahaha. Como a série foi uma grata surpresa (falarei dela em mais detalhes depois) acabei comprando o primeiro livro, que no Brasil recebeu o título de Maldosas (o título original é Pretty Little Liars) e foi editado pela Rocco.

O mote da série é o “Quem matou Alison DiLaurentis?”. Na verdade, na maior parte do primeiro livro, a gente ainda não sabe que ela morreu, só que está desaparecida. Alison era linda, popular, inteligente, sexy e arrasante. A verdadeira Queen Bitch de Rosewood Day, uma escola particular da cidade de Rosewood. Alison, por incrível que pareça, tinha por melhores amigas 4 típicas losers: a gordinha Hanna, a esquisitona com mechas cor de rosa no cabelo Aria, a CDF Spencer e a nadadora Emily.

No começo do livro, 3 anos e meio após o desaparecimento de Alison depois de uma festa do pijama no celeiro da família de Spencer, as meninas não são mais amigas e as vidas delas se tornaram bem diferentes do que eram quando elas seguiam todas as ordens de Alison. Aria passou 3 anos na Isalândia; Spencer continua CDF, mas agora é uma estrela acadêmica; Hanna passou de gordinha desajeitada à nova Queen Bitch de Rosewood Day e Emily se vê às voltas com dúvidas sobre sua sexualidade.

No decorrer do livro temos insights significativos sobre o tipo de pessoa que Alison era e o tipo de laços que prendiam elas e as garotas. Elas estavam literalmente na mão de Alison o tempo todo, uma vez que ela sabia de segredos terríveis sobre cada uma das amigas. O corpo de Alison é encontrado em um buraco em seu próprio quintal e as meninas começam a receber mensagens, emails e outras formas de comunicação de alguém que aparentemente sabe todos os seus segredos e assina as ameaças como “A”. A de Alison?!

Depois do final do primeiro livro é paixão na certa. Vcs não vão conseguir deixar de ler os seguintes. E se preparem pq é muita leitura: a série é dividida em 3 arcos. O primeiro compreende os 4 primeiros livros (Maldosas, Impecáveis, Perfeitas e Inacreditáveis), o segundo arco pega os livros 6 a 8 (Perversas, Destruidoras, Impiedosas e Perigosas) e o terceiro arco, o final da série, compreende 6 livros que ainda não foram lançados no Brasil. Existem também 2 livros extras (Pretty Little Secrets e Ali´s Pretty Little Lies) que também não foram lançados no Brasil.

Se vale a pena? Sou suspeita pra falar pq sou viciada na série, mas posso dizer que é uma ótima leitura sim. Os livros são bem escritos e deixam aquela sensação de “poxa, já acabou?!”. A autora consegue manter o suspense, revelando pouco a pouca detalhes sobre os personagens que nos fazem pensar que tipo de pessoas são aquelas e o que elas seriam capazes de fazer para manter seus segredos ocultos. Em certas partes vc esquece que as personagens tem em média 16 anos e vê diante de si um retrato atemporal de qq pessoa, em qq idade. Afinal de contas, a gente só sabe do que é capaz quando se vê diante de circunstâncias extremas.

 

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“Pouco antes da revolução que destronou a família imperial russa, o místico Rasputin vaticinou a sinistra profecia Romanov. Quase um século depois, Miles Lord, um advogado estudioso da história russa, tem a missão de investigar o passado do principal cotidiano, mas um atentado contra ele indica o que está por trás da disputa pelo poder real.”

Steve Berry é o cara. Ele pega todas as teorias loucas sobre fatos históricos e transforma em livros fantásticos, cheios de mistério e ação. Sou fã incondicional do cara, e se eu fosse louca com certeza eu stalkearia ele. =) Os romances de Berry são frutos de pesquisas históricas bem detalhadas, mesclando o que realmente aconteceu com teorias sobre o quê poderia ter acontecido. Quem curte um bom mistério vai amar. O que eu acho mais legal é que Berry faz tudo soar como possível sem cair na pieguice ou no fanatismo. Ele deixa uma pulga beeeem pulante atrás da orelha da gente durante as leituras.

Em “A profecia Rromanov” ele parte da teoria de que Anastasia e Alexei Romanov não morreram durante a execução da família russa em 1918. Na Rússia dos dias de hoje o povo quer a volta do czarismo, e o novo Czar seré escolhido dentre os parentes do falecido Nicolau II. Existe um suposto parente que tenta tomar o poder. Um advogado ameriano, Miles Lord, integra uma comissão encarregada de vasculhar o passado dos candidatos ao trono e descobrir qual candidato tem o efetivo direito de se tornar o novo Czar de Toda a Rússia. Quando Miles sofre um atentado em Moscou ele acaba se deparando com um mistério e com uma mensagem cifrada do famigerado Rasputin que aponta que o que todos sabem sobre a fatídica noite de 18 de julho de 1918 não é a verdade.

A partir disso Miles, com a ajuda da artista de circo Akilina Petrovna, corre contra o tempo pra desvendar todas as pistas deixadas pelo louco de pedra do Rasputin e descobrir a verdade. Anastasia e Alexei permaneceram vivos? Em caso afirmativo, eles teriam se casado e deixado herdeiros diretos ao trono da Rússia?

O livro, como em todos os romances de Berry que já li, mistura o que acontece “nos dias de hoje” com trechos do passado. Temos insights sobre os pensamentos e estado de espírito da Czarina Alexandra, que é uma personagem bem interessante. Uma das coisas que achei mais legal no livro é o clima de “24 horas” (aquela série do Jack Bauer) que o autor deu ao livro: a noite de 18 de julho de 1918 é revivida, revirada, esmiuçada… e nada é o que parece ser.

Os livros de Berry são longos mas nunca enfadonhos. Vc se empolga, se contorce de curiosidade e quando vê já leu 200 páginas de uma tacada só. Tudo é muito bem amarrado e explicado, e em momento algum vc se sente perdido nos acontecimentos. É uma leitura fácil e empolgante. Pros meninos: muitas explosões, tiroteios, perseguições, e perigos em geral. Pras meninas: um tikim de romance entre Miles e Akilina. Berry não é lá muito chegado em um romance, mas de vez em quando aparecem umas pitadas aqui e ali.

Faço campanha para que todo mundo leia pelo menos um livro do Steve Berry na vida pq ele é fantástico, simples assim. O cara é muito mais foda que o Dan Brown, muito mais foda que qualquer autor que trabalha nessa linha de romance histórico da atualidade. Larga tudo e vai correndo ler! =)

 

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No leito de morte de um antigo amor, Nick fez uma promessa, que iria procurar pela Coroa de Espinhos de Jesus Cristo – relíquia de extraordinário poder espiritual e físico. A aventura de Nick o leva para Genebra e, de lá, aos Arquivos Secretos do Vaticano, em Roma, terminando nos Pireneus do norte da Espanha, onde um indizível mal confronta o amor infinito. Mas, à medida que Nick se aproxima da Coroa, forças poderosas planejam se apoderar da relíquia pelo seu potencial poder. Mais importante que isso é o grande enigma por trás da misteriosa relíquia: o que acontece quando um ser humano comum coloca sobre a cabeça a Coroa de Espinhos com traços do DNA do Filho de Deus?”

Eu sou presa fácil para qualquer oportunista que usa o mote “segredo da Igreja Católica – relíquia sagrada” pra vender livros. Sou meio que obcecada com os dois temas. Que a Santa Sé não é benta todo mundo já sabe, e o lance das relíquias é a coisa mais surreal e fascinante do mundo. Gente, por favor, veneração de pedaços do corpo de alguém. Mórbido, eu sei, mas se vcs pesquisarem a fundo a história das relíquias ficarão tão encantados quanto eu. Elas já foram alvo de conspirações, de roubos, de troca e venda, de tudo… Impossível não amar.

Daí quando dei de cara com A coroa de espinhos do Hank Luce tive que comprar. Primeiro pelo tema, segundo pela capa bonitinha e terceiro pq ele me fez pensar numa coisa… A gente vê por aí pedaço de osso, fios de cabelo, pedaço da roupa e ate um corpo inteiro (no Santuário do Caraça, aqui em Minas) de tudo quanto é santo e beato sendo venerados por aí como se fossem a coisa mais legal do mundo. Mas e as relíquias do próprio Jesus? Vez ou outra aparece um pedaço da santa cruz e se discute muito aonde andará a sagrada lança (só eu sei essas coisas né? Ok…) mas eu nunca tinha ouvido falar sobre o paradeiro da coroa de espinhos. Ponto pra Luce, que achou um assunto que ainda não tava batido.

A história é bem leve e não é absurdamente mirabolante em comparação à outros livros do gênero. Tem amor, mistério, romance, um anti herói torturado, uma mocinha sofriiiida que só, um malvadão digno de pesadelos… E um ramo obscuro da Igreja querendo por as mãos na coroa pra se dar bem. Depois de algumas páginas vc se apega ao Professor Renna, o suposto mocinho que vai atrás da coroa sem nem acreditar mais em Deus. Apesar de cínico ele desperta simpatia por seu passado conturbado. Não dá pra não sofrer com o cara. Como é impossível não torcer pra que no final ele e a Irmã Alana fiquem juntos. Ela é uma fofa!!! Enquanto o casal principal deixa a gente na torcida, o vilão Émile Ducasse é a personificação do mal. Arrogante, prepotente, falso moralista, enfim, o cara é de dar nojo. E medo, pq além de tudo ele é podre de rico e não tem pudores em matar quem atravessa seu caminho. Uma combinação de arrepiar né? O autor joga muito com “o bem de um lado o mal do outro”. Ele mostra que Renna é fraco, um pouco arrogante também, mas ao mesmo tempo corajoso e honrado, merecendo mesmo a nossa simpatia apesar de seus deslizes. Já Ducasse é ruim e pronto. Luce não dá um motivozinho pra gente gostar do cara.

O livro é bem escrito e a história cativa, envolve e dá vontade de saber logo o final, apesar dele ser previsível… Vale a pena ler!

 

 

 

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Oi gente! Finalmente voltando a bloggar! =) Blog com o mesmo nome mas de cara nova, de endereço novo e proposta repaginada… O antigo Mil livros, mil idéias era voltado 100% às resenhas literárias. No novo, além das resenhas (que são a razão de ser do blog) vou falar um pouco sobre tecnologia (principalmente a tecnologia voltada para a leitura) e cultura, sobre a minha nada mole vida (hahahaha, seeeeei), séries e fofurices em geral. Espero que quem já acompanhava o blog antes (oi gente, espero que vcs estejam por aqui!) curta a nova proposta e que os leitores novos se identifiquem e voltem sempre. Afinal de contas, graça, charme, garbosidade e bons livros são serventia da casa… =)

Vamos então ao assunto desse primeiro post, essa coisa linda que vcs viram na foto. My one and only, amor de minha vida, fofo e delicioso Kindle.

Eu sou uma leitora tradicional. Gosto de cheiro de livro, gosto da sensação das páginas sendo passadas, gosto de viajar nas capas… Enfim, confesso, tenho apego. Gosto daquele peso familiar nas mãos. E por isso sempre achei o máximo o tal do Kindle mas nunca pensei efetivamente em ter um. Quando a Amazon iniciou suas atividades em terras tupiniquins e anunciou a venda do Kindle por uns reais bem camaradas fiquei curiosa e empolgada. E eis que minha fofa super namorada (também leitora voraz) me presenteou com um dos bichinhos. Gente, quando soube que ia ganhar o tal do Kindle me bateu uma vontade louca de por as mãos logo nele e também um certo receio. Será que eu ia gostar? Será que eu ia me adaptar ao aparato? Será que ele ia roubar minha alma e meu amor pelas páginas impressas???

Ele chegou e a primeira impressão foi “uau, que caixa linda!”. Sou daquelas que escolhe shampoo pela cor da embalagem, gente. Coisas bonitas e brilhantes me ganham na hora, fato. Abrindo a embalagem dei de cara com ele: quadradão, charmoso, preto, com a tal da tinta eletrônica já na tela. Além do Kindle vem um cabo usb lindão, branco, com cara de acessório da Apple. Nice. Ligando a máquina do mal me encantei. Ele é deliciosamente obsoleto, a tela é toda em preto e branco, com jeitão de coisa antiga. Foi amor à primeira vista. Liguei o wifi, registrei meu bichano, larguei a namorada de lado (ela tava acompanhando o processo de desembale via sms) e fui ser feliz.

No primeiro dia baixei várias amostras e já comecei a ler. Apaixonada, mas, confesso, ainda meio ressabiada, fui ler a primeira amostra (O Casamento, do Nicholas Sparks. Era tanto amor que precisava de algo do Nick pra começar minha relação com o K-Laura). Uau. Um grande e sonoro uau. Confortável de segurar, eficiente na passagem das páginas, completamente personalizável (dá pra alterar o tamanho da fonte, o estilo da letra e outras coisinhas) e o mais legal: a tela é incrivelmente parecida com papel de verdade. De qualquer ângulo vc tem uma leitura perfeita, e quando vc coloca o fofo no sol, que alegria!, nada muda. Issae, nada de reflexos e distorções.

Cadastrei meu cartão de crédito, comprei um livro (Ali´s pretty little lies, da Sara Shepard) e não parei mais. Ele roubou minha alma e meu amor pelos livros impressos? Nãããão, mas roubou meu coração e um espaço permanente na minha bolsa. =)

PS: Perdoem se o texto não saiu redondinho. Ando meio enferrujada…

PS 2: Kindle é um must have, ainda mais pra quem, como eu, viaja muito (senão não vejo a super namorada).

PS 3: It´s good to be back! =)

PS 4: O layout do blog ainda será alterado! Estou sem notebook, postando do net do papai e sem muito tempo… =(

 

Mil livros, mil idéias

Livros, pensamentos, idéias.

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